segunda-feira, 20 de abril de 2015

Reflexão sobre o "dia do índio"

Fico muito preocupada com as ações das Escolas. A cada ano acompanho, em abril, as escolas comemorarem o DIA DO ÍNDIO com festas, pintam e vestem as crianças como índias e índios. Apresentam a influência indígena na cultura brasileira como importante e acham que cumpriram seu papel.
Mas, por quê comemorar? O quê comemorar?
Em 1500 havia cinco milhões de índios distribuídos por quase toda a extensão do território brasileiro. Viviam em suas terras e de repente povos europeus tomam posse de suas terras, “catequiza-os” impondo sua língua e religião, escraviza-os, roubando suas riquezas, tiraram o que os índios tinham de melhor, principalmente sua pureza e saúde. Índios foram se acabando ao longo período. 
Hoje, não passam da casa de 460 mil, cerca de 0,25% da população total do país e lutam pelo direito de suas terras.
Reflitamos citação de José Cícero, professor, poeta e escritor “Mas não nos esqueçamos de lembrar o terrível legado de destruição, abuso, desrespeito e extermínio que historicamente o Brasil vem dispensado aos seus índios - nossos irmãos de sangue e de caminhada ancestral.”

Punição na idade certa

Texto perfeito!!!

Punição na idade certa

João Monlevade
A pressa e o assanhamento dos parlamentares que desejam reduzir a maioridade penal me motivam a fazer, com muita veemência e igual celeridade, quatro considerações:
  1. Dia primeiro de janeiro de 2016, espero que deputados e senadores estejam lembrados, entra em pleno vigor a Emenda Constitucional nº 59, de 2009, que estende a obrigatoriedade do ensino, ou seja, da matrícula nas escolas de educação básica, especificamente no ensino médio, aos adolescentes de 15, 16 e 17 anos. Lugar de brasileiros entre 15 e 17 anos é na escola, não no crime, muito menos na prisão.
  2. Dia 25 de junho próximo completa um ano a Lei nº 13.005, que fixou o Plano Nacional de Educação, PNE, e esgota o prazo de 26 Estados, o Distrito Federal e 5.564 Municípios terem aprovado seus Planos Decenais de Educação, nos marcos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O PNE e a LDB coincidem numa meta fundamental: a implantação da jornada integral nas escolas. Principalmente no Ensino Médio, por meio de Cursos Integrais, Integrados e Concomitantes com a Educação Profissional. Mas há comentários de gente importante que negam a necessidade de Planos e que proclamam a inviabilidade da jornada integral por falta de verbas.
  3. Dia sim, outro também, lemos, ouvimos e vemos na mídia crimes e mais crimes de adultos - inclusive de corrupção - uns mais, outros menos transformados em armas políticas, que ficam solenemente impunes ou apodrecerem nos desvãos do Judiciário. Que pensar dos R$ 600 bilhões sonegados em 2014? Com menos de 20% deles todas as escolas públicas poderiam estar mantendo os adolescentes em idade certa oito horas por dia - o suficiente para reduzir drasticamente a criminalidade juvenil. Que pensar da receita total de R$ 500 milhões (atenção: milhões, não bilhões) do Imposto Territorial Rural em 2014, que resulta no recorde mundial de “leveza tributária”: média de UM REAL POR HECTARE/ANO? É ou não oficializar a expulsão dos alunos do campo?
  4. Tudo a estranhar, no PNE, a meta 05, que passa a considerar como idade certa para a alfabetização das crianças os oito anos de idade. Nessa toada, a brincadeira passou dos limites. Está-se oficializando a “defasagem idade-série”, com argumentos que só valem para os filhos dos outros. Porque a conversa entre os ricos é comemorar que seus meninos e meninas já leem e escrevem desde os cinco anos. Para quem se alfabetiza só aos oito anos está se dando a punição em idade certa: primeiro, a evasão escolar e depois o sistema prisional dos adultos, verdadeira universidade do crime. Lugar de adolescente é na escola de jornada integral, não na escola do crime!
Publicado em Terça, 14 Abril 2015 15:24
(http://www.cnte.org.br)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Aberta inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

Escrito por 


Aberta inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente
Professores e estudantes do ensino básico com trabalhos feitos na sala de aula sobre saúde e meio ambiente podem participar da sétima edição Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA). Organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abraco), a iniciativa é um projeto educativo da instituição e as inscrições vão até 31 de julho. A premiação nacional será realizada na Fiocruz, Rio de Janeiro, prevista para novembro.
Criado em 2001, a Olimpíada tem abrangência nacional. Esses trabalhos são analisados por comissões regionais, que escolhem aqueles que mais de se destacam em todo o País para serem premiados e divulgados. A iniciativa contempla os trabalhos realizados por alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio – incluindo os ensinos profissionalizante e de jovens e adultos (EJA). As modalidades são: produção audiovisual, produção de texto e projeto de ciências.
A Olimpíada procura colaborar com ações de melhorias de saúde e meio ambiente e aproximar o conhecimento científico ao dia a dia das atividades pedagógicas de professores e escolas. Dessa forma, o prêmio pretende incentivar a realização de atividades interdisciplinares relacionadas à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida, nas escolas brasileiras de educação básica e conhecer, valorizar e divulgar essas atividades.

Informações no site www.olimpiada.fiocruz.br
http://www.setor3.com.br

domingo, 27 de abril de 2014

Professora receberá horas extras por período de recreio

Uma professora de Curitiba (PR) receberá da Sociedade Educacional Expoente S/C Ltda. (em recuperação judicial) pagamento de horas extras pelo período referente ao recreio. A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu que esse tempo deve ser considerado como de efetivo serviço. Na ação que ajuizou contra o grupo educacional, a professora alegou que ficava à disposição dos alunos ou dos superiores durante o período de intervalo entre as aulas.


Para o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, relator do recurso de revista, "o intervalo, nacionalmente conhecido como recreio, não pode ser contado como interrupção de jornada, tendo em vista que, pelo curto período de tempo, impede que o professor se dedique a outros afazeres fora do ambiente de trabalho". Ele esclareceu que, como o professor fica à disposição do empregador, o período deve ser considerado como de efetivo serviço, nos termos do artigo 4º da CLT.

Anteriormente, o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) concluíra que o período não podia ser computado na jornada de trabalho, pois a professora poderia usufruir dele como bem lhe conviesse. Admitida pela Organização Educacional Expoente Ltda., ela trabalhou mais de dois anos por meio de contratos com várias instituições do grupo e foi dispensada da última escola em dezembro de 2008. Depois da decisão do TRT, a professora recorreu ao TST.

Ao examinar o recurso, a Sétima Turma do TST reformou o acórdão regional, por violação ao artigo 4º da CLT, e determinou o cômputo do período de recreio como tempo efetivo de serviço.

(Lourdes Tavares/CF)

Processo: ARR-3597500-24.2009.5.09.0015 - Fase Atual: ED


O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).


FONTE:
Secretaria de Comunicação Social
Tribunal Superior do Trabalho
Tel. (61) 3043-4907
imprensa@tst.jus.br

sábado, 29 de junho de 2013

Inscrições para mestrado em matemática vão até 5 de julho

Professores de matemática das redes públicas de educação básica, com curso de graduação, podem concorrer a 1.570 vagas do programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), oferecido pelo governo federal. A quarta edição do exame recebe inscrições até 5 de julho, pela internet. As provas serão aplicadas em 31 de agosto próximo, e o curso começa em março de 2014.
De acordo com o presidente do conselho gestor do Profmat, Marcelo Viana, o mestrado, com duração de 24 meses, prevê três períodos letivos por ano. Um de quatro meses, seguido de intervalo, e outro de mais quatro meses, além de um intensivo nas férias de verão. O formato, explica o coordenador, visa a facilitar a vida dos educadores, uma vez que 80% dos mestrandos combinam o exercício da atividade docente com a pós-graduação.
Na seleção deste ano, participam 59 instituições de educação superior federais e estaduais das cinco regiões do país que integram a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Viana explica que 80% das vagas são reservadas a professores das redes públicas e 20% a educadores das redes particulares, recém-formados e licenciados de outras áreas do conhecimento. Professores em exercício no sistema público da educação básica podem pedir bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. A bolsa de mestrado para formação no Brasil é de R$ 1,5 mil por mês.
Exame — Ao fazer a inscrição, o candidato a vaga deve informar dados pessoais, da formação acadêmica e da atuação profissional e selecionar a instituição de educação superior e o polo nos quais pretende realizar o exame e fazer o mestrado. Conforme o edital, a prova, presencial, será aplicada no polo em que o candidato fizer a inscrição. Ela consta de 40 questões de múltipla escolha e avalia o domínio de conhecimentos numéricos, geométricos, de estatística e probabilidade, algébricos e algébrico-geométricos. O edital detalha o conteúdo a ser cobrado, as instituições de educação superior e os polos.
Como o mestrado profissional é totalmente gratuito, o educador assume o compromisso de continuar na rede pública na qual trabalha por cinco anos após a certificação.
Aproveitamento — Na avaliação do presidente do conselho gestor do programa, nas três primeiras edições do mestrado, o aproveitamento dos cursistas esteve na faixa de 70%. “É um índice de sucesso em qualquer programa, especialmente neste, no qual os educadores trabalham e estudam, inclusive nas férias”, diz. Da primeira turma, que ingressou em 2011, 405 foram certificados. Outros 500 estão terminando os últimos trabalhos. Estes, segundo Marcelo Viana, receberão o certificado em agosto próximo.
O presidente do conselho explica que os ingressos anuais no mestrado profissional a distância vão continuar porque o número de educadores em salas de aula sem pós-graduação ainda é muito alto. Ele estima que o país tenha 400 mil professores de matemática nas redes pública e particular. Destes, 30% nem sequer têm a graduação. A cada ano, a seleção recebe cerca de 20 mil inscrições.
A ficha de inscrição, o edital e o calendário do exame estão disponíveis na página do Profmat na internet.
Autor: MEC
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18850:inscricoes-para-mestrado-em-matematica-vao-ate-5-de-julho-&catid=210&Itemid=86

Entidades comemoram decisão da Câmara sobre os royalties para a educação

Google Imagens
Aprovada na madrugada de hoje (26) pela Câmara dos Deputados, a destinação dos royalties do petróleo para educação e saúde foi comemorada por estudantes, movimentos sociais e governo. Especialistas do setor de petróleo e gás, no entanto, veem a aprovação, que ainda precisa ser confirmada pelo Senado, com cautela. Já para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede composta por mais de 200 organizações em todo o Brasil, a conquista é importante, mas insuficiente.
“Foi dado mais um passo. Um passo tão importante quanto todos os anteriores. Nada ainda está resolvido, mas caminhamos. E se é verdade que a estrada é longa, pois exigimos a universalização do direito à educação pública de qualidade para todos e todas, a disposição de percorrê-la, enfrentando todo e qualquer obstáculo, é ainda maior”, diz o movimento, por meio de nota.
As organizações agora pedem a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que defendem ser o “verdadeiro pacto pela educação pública”, proposto pela presidenta Dilma Rousseff em resposta às manifestações que ocorrem em todo o país. O PNE estabelece metas para serem cumpridas no setor até 2020, como a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para educação, e que atualmente está em tramitação no Congresso Nacional.
A destinação dos recursos dos royalties foi aprovada na forma de substitutivo ao Projeto de Lei 323/07. Ele destina 75% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação pública, com prioridade para a educação básica, e 25% para a saúde. O governo queria que todos os recursos fossem destinados à educação.
De acordo com o relatório do substitutivo, serão garantidos R$ 295 bilhões à saúde e à educação até 2022. Antes, segundo o texto, com o projeto encaminhado pela presidenta Dilma Rousseff, seria destinado à educação somente R$ 25,8 bilhões em dez anos. Os números são uma projeção feita com base em números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje que o governo respeitará a decisão final do Congresso. “O governo é favorável a 100% dos royalties do petróleo [para a educação], mas evidentemente respeitaremos a decisão do Congresso”, comentou. Além disso, o ministro disse que o governo continuará debatendo o tema da destinação dos royalties do petróleo para a educação.
Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), “essa vitória é também uma reparação histórica, já que o Brasil nunca investiu seus recursos naturais em prol do povo, da soberania e do seu real desenvolvimento. Foi assim em diversos ciclos de riqueza que tivemos, como o pau-brasil, o café e o açúcar”.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) prometeu acompanhar a votação da proposta no Senado. “O movimento estudantil emplaca mais uma bandeira que promete mudar os rumos do Brasil, ao torná-lo um país que prioriza a educação. Para a Ubes, essa é uma vitória construída por várias gerações. Já confirmando presença no Senado Federal, Casa para onde o texto será encaminhado para votação”, diz a entidade.
Já o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, Omar Mourão, especialista em geopolítica, petróleo e gás, vê a aprovação com cautela. A aprovação, segundo ele, é positiva, pois é uma resposta ao movimento popular, impedindo que esses recursos possam ser usados de outra maneira. No entanto, pode gerar instabilidade no mercado por trazer preocupação às grandes operadoras e empresas estrangeiras interessadas em explorar o petróleo no Brasil. Ele diz que é possível que haja receio quanto à mudanças na obrigação das empresas.
Autor: EBC

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Professores da rede pública de todo o País podem participar e concorrer a uma viagem para a Tunísia

Neste dia, inscreva-se no Concurso Aprender e Ensinar
Inscreva-se



O período de inscrições do 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais foi prorrogado até o dia 26 de novembro. Promovido pela revista Fórum e a Fundação Banco do Brasil, o concurso já recebeu inscrições de educadores e professores de todo o Brasil. Com o prazo maior, a expectativa é que mais pessoas participem, ajudando a disseminar boas ideias na educação.

Podem participar professores da Educação Básica, vinculados à rede pública, institutos federais, escolas técnicas públicas e espaços não formais de educação, como EJA e ONGs. Ao se inscrever, todos ganham uma assinatura da revista Fórum até abril de 2013 e um livro sobre tecnologias sociais.

Para concorrer aos prêmios, o professor já inscrito deve efetuar a “Certificação”, que consiste em responder duas perguntas sobre a iniciativa desenvolvida ou que pretende realizar na escola. A partir das respostas serão selecionados 64 finalistas que ganharão um tablet e vão participar de seminário em Brasília, nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2013. No evento serão anunciados os seis vencedores, que irão à Tunísia para participar do Fórum Social Mundial 2013, de 23 a 28 de março.
O concurso
Esta é a terceira edição do concurso que busca reconhecer, apoiar e disseminar o uso de tecnologias sociais na educação. O 1º Concurso Aprender e Ensinar foi realizado em 2008 e recebeu 2.640 inscrições de todo o Brasil. Os vencedores foram ao FSM de Belém (PA) em janeiro de 2009. Na segunda edição, em 2010, foram 3.075 inscritos, e os cinco educadores premiados viajaram a Dacar, no Senegal, em 2011.

Tecnologias sociais
Muitos professores já utilizam tecnologias sociais (TS) em suas aulas e nem imaginam. As TS são soluções simples e de baixo custo, desenvolvidas com o envolvimento dos alunos, professores e comunidade, como os pais e vizinhos da escola. Outro aspecto das TS é que elas buscam o desenvolvimento local com transformação social e podem ser reaplicadas em qualquer lugar. Entre as iniciativas premiadas nas edições anteriores estão a construção de um forno solar, uma horta de ervas medicinais feita pelos alunos, professores e comunidade, a criação de uma moeda verde para troca de materiais recicláveis e um programa de inclusão de crianças surdas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

domingo, 14 de outubro de 2012

Programa Nossas Crianças da Fundação Abrinq tem edital aberto


O “Nossas Crianças”, programa que repassa recursos para que organizações sociais ampliem o número de vagas, está com edital aberto para o processo seletivo 2013.
O programa realiza repasse financeiro, apoio técnico, mediação de doação de produtos e serviços. Mobiliza pessoas e empresas, desde 1993, para que adotem financeiramente crianças e adolescentes. Tudo isso para garantir atendimento de qualidade para crianças e adolescentes.
Em 2011, o programa atendeu diretamente mais de 5 mil crianças, e beneficiou indiretamente cerca de 61.647. A Rede Nossas Crianças conta com 166 organizações parceiras e 27 organizações sociais conveniadas. O programa atinge grande parte do Brasil, estando presente em 11 estados e Distrito Federal.
Clique aqui para conferir  na íntegra o edital para o Processo Seletivo 2013.
Mais informações no site da Fundação Abrinq.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Prêmio valoriza práticas pedagógicas bem-sucedidas

Até 25 de outubro, é possível se inscrever ao 6º Prêmio Professores do Brasil. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) tem como objetivo valorizar práticas pedagógicas bem-sucedidas, criativas e inovadoras desenvolvidas em escolas públicas do país, e que tenham sido eficientes no enfrentamento de situações-problema, considerando as diretrizes propostas no Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação.
A premiação tem uma categoria principal com tema livre que está subdivida em quatro áreas: Educação Infantil, anos iniciais do Ensino Fundamental, anos finais e Ensino Médio. Neste ano, foi criada uma categoria nova que irá premiar também projetos voltados à educação integral, ao ensino de ciências para os anos iniciais do fundamental, alfabetização nos anos iniciais e educação digital.
Serão selecionados quatro profissionais por categoria, que receberão R$ 7 mil cada, além de troféu e certificado. Para se inscrever e consultar o regulamento, acesse o site do 6º Prêmio Professores do Brasil.

Professores da rede pública podem se inscrever até 25 de outubro.o Brasil.

Fonte: Portal.aprendiz

Cearense é o primeiro surdo do país a ter mestrado em administração

Fábio teve nota máxima em exame de mestrado que cita inclusão de surdos.
Apenas 55 de 520 mil deficientes auditivos do Ceará cursam faculdade.

Fábio estuda em escola de ensino superior com ajuda de intéeprete (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Fábio estuda em escola de ensino superior com ajuda de intérprete
 (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Um cearense é o primeiro surdo a concluir um curso de mestrado em administração no Brasil, segundo a Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos. Fábio Benício teve nota máxima no exame de mestrado da Universidade de Fortaleza (Unifor) e agora vai tentar o doutorado. "O doutorado é o que busco, porque a gente precisa diminuir o preconceito", afirma Fábio.
No estudo, Fábio abordou sugestões a escolas de ensino superior para incluir pessoas com deficiências auditivas, visuais e físicas. Ele lembra que poucas pessoas com deficiência têm oportunidade de cursar escolas de nível superior.
Segundo o último do IBGE, em todo o Brasil 1.895 surdos cursam uma faculdade, e apenas 55 no Ceará. Ainda de acordo com o IBGE, no Ceará há cerca de 520 mil pessoas portadoras de deficiência auditiva. "É possível adaptar e incluir essas pessoas no sistema de educação, basta haver adaptação", diz o aluno.
Fábio Benício estuda em uma escola de nível superior com ajuda de intérpretes em língua brasileira dos sinais (libras). Uma lei federal exige que todas as faculdades disponham do intérprete, mas nem todas as escolas cumprem a lei, segundo o Ministério da Educação.
"Com pequenas mudanças você pratica inclusão social. Você pode abrir uma faculdade para essa comunidade que às vezes nem tem um lugar e desiste antes de tentar", diz Mônica Tassigny, diretora do curso de administração da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde Fábio Benício estuda.
A pedagoga e intérprete de libras Natália Almeida, que acompanhou o estudo de Fábio no mestrado, diz que teve muita dificuldade, mas que apoio os estudos do aluno. "É uma alegria bem especial essa questão dele ter sido aprovado. No início do trabalho com o Fábio, eu coloquei para ele: 'confie, apesar de todas as dificuldades, vou dar o melhor, você também. Você é competente e vai conseguir'", diz a pedagoga.

Fonte: Do G1 CE