terça-feira, 21 de julho de 2015

Educadores do Brasil: inscrições abertas para prêmios Gestão Escolar e Professores do Brasil




Os prêmios Gestão Escolar e Professores do Brasil estão com inscrições abertas até o dia 14 de setembro. Unificadas pela iniciativa Educadores do Brasil, as duas premiações, realizadas pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e pelo Ministério da Educação, respectivamente, contemplam docentes, gestões e gestores da educação básica da rede pública.

Professores de escolas públicas da educação básica podem fazer a inscrição para o prêmio Professores do Brasil nas categorias creche; pré-escola; alfabetização; ensino fundamental, anos iniciais; ensino fundamental, anos finais, e ensino médio. Para o Prêmio Gestão Escolar (PEG), as inscrições estão abertas para instituições do ensino regular de educação básica das redes públicas estaduais e municipais, representadas por diretores, que realizem o processo de autoavaliação.

A iniciativa Educadores do Brasil, que integra e divulga os prêmios, está voltada para a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), de valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica, firmada pelo MEC, pelo Consed e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Entre os parceiros da iniciativa estão a representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As inscrições para os prêmios devem ser feitas na página da iniciativa Educadores do Brasil na internet.

Fonte: Portal do MEC

Medalha Paulo Freire: premiação recebe inscrições de experiências até 31 de agosto





Estão abertas, até 31 de agosto, as inscrições para a Medalha Paulo Freire, premiação voltada para a divulgação, reconhecimento e estímulo de experiências em educação de jovens e adultos. De abrangência nacional, o prêmio, concedido desde 2005, contempla iniciativas de inovação metodológica ou curricular.

Podem participar da premiação experiências que tiveram início anterior a julho de 2014, com execução durante todo o ano de 2015. Elas devem estar vinculadas às secretarias de educação, universidades, movimentos sociais e organizações não governamentais. As inscrições devem ser feita pelas instituições.

Essa edição do prêmio tem como tema A Articulação da Continuidade dos Estudos e a Interface com o Mundo do Trabalho na Perspectiva da Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida. O resultado será divulgado em novembro próximo, com a entrega das medalhas em dezembro.

A Medalha Paulo Freire é uma iniciativa do Ministério da Educação, sob a coordenação e execução da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (Cnaeja) e de representantes dos fóruns estaduais e distrital de educação de jovens e adultos.

Fonte: Portal do MEC

Concurso Tempos de Escola – CTE 2015



Fonte: http://www.blogeducacao.org.br/ 


O Concurso Tempos de Escola – CTE 2015 prorrogou o prazo para inscrições até o dia 7 de agosto. O concurso de redação é uma iniciativa do programa Parceria Votorantim pela Educação – PVE e visa incentivar a escrita e promover a reflexão sobre o valor da educação para o desenvolvimento de cada aluno e de toda a sociedade.
O CTE é dirigido aos estudantes do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação para Jovens e Adultos – EJA de escolas públicas dos municípios participantes do PVE e divide-se em quatro diferentes categorias, determinadas de acordo com a etapa educacional dos alunos participantes. Em cada categoria, a proposta de redação pede o exercício de um gênero textual diferente. Acesse os links e confira as dicas para a produção do texto pedido na Categoria 1, na qual participam alunos do 4º, 5º e 6º anos; na Categoria 2, em que concorrem alunos do 7º ao 9º ano; na Categoria 3, dedicada aos estudantes do Ensino Médio; e na Categoria 4, destinada aos alunos da EJA.
Antes de se inscrever, leia o Regulamento do Concurso Tempos de Escola 2015 e confira o Guia de Orientações para Educadores. Para saber mais, acesse o texto Tire suas dúvidas sobre o concurso e, caso queira esclarecer alguma dúvida específica, escreva para contato@blogeducacao.org.br .
Este ano, o CTE traz o tema Grandes atitudes pela educação, que remete à campanha 5 Atitudes pela Educação, promovida pelo movimento Todos pela Educação. Saiba mais sobre o tema nesta entrevista com as coordenadoras do movimento.
Confira o novo cronograma do CTE 2015

Inscrições: Até o dia 7 de agosto de 2015.
Organização e triagem técnica: Agosto e setembro de 2015.
Seleção pela Comissão Julgadora: Outubro de 2015.
Divulgação dos resultados: Dia 12 de outubro de 2015, no Blog Educação.
Premiação: Novembro de 2015.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Reflexão sobre o "dia do índio"

Fico muito preocupada com as ações das Escolas. A cada ano acompanho, em abril, as escolas comemorarem o DIA DO ÍNDIO com festas, pintam e vestem as crianças como índias e índios. Apresentam a influência indígena na cultura brasileira como importante e acham que cumpriram seu papel.
Mas, por quê comemorar? O quê comemorar?
Em 1500 havia cinco milhões de índios distribuídos por quase toda a extensão do território brasileiro. Viviam em suas terras e de repente povos europeus tomam posse de suas terras, “catequiza-os” impondo sua língua e religião, escraviza-os, roubando suas riquezas, tiraram o que os índios tinham de melhor, principalmente sua pureza e saúde. Índios foram se acabando ao longo período. 
Hoje, não passam da casa de 460 mil, cerca de 0,25% da população total do país e lutam pelo direito de suas terras.
Reflitamos citação de José Cícero, professor, poeta e escritor “Mas não nos esqueçamos de lembrar o terrível legado de destruição, abuso, desrespeito e extermínio que historicamente o Brasil vem dispensado aos seus índios - nossos irmãos de sangue e de caminhada ancestral.”

Punição na idade certa

Texto perfeito!!!

Punição na idade certa

João Monlevade
A pressa e o assanhamento dos parlamentares que desejam reduzir a maioridade penal me motivam a fazer, com muita veemência e igual celeridade, quatro considerações:
  1. Dia primeiro de janeiro de 2016, espero que deputados e senadores estejam lembrados, entra em pleno vigor a Emenda Constitucional nº 59, de 2009, que estende a obrigatoriedade do ensino, ou seja, da matrícula nas escolas de educação básica, especificamente no ensino médio, aos adolescentes de 15, 16 e 17 anos. Lugar de brasileiros entre 15 e 17 anos é na escola, não no crime, muito menos na prisão.
  2. Dia 25 de junho próximo completa um ano a Lei nº 13.005, que fixou o Plano Nacional de Educação, PNE, e esgota o prazo de 26 Estados, o Distrito Federal e 5.564 Municípios terem aprovado seus Planos Decenais de Educação, nos marcos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O PNE e a LDB coincidem numa meta fundamental: a implantação da jornada integral nas escolas. Principalmente no Ensino Médio, por meio de Cursos Integrais, Integrados e Concomitantes com a Educação Profissional. Mas há comentários de gente importante que negam a necessidade de Planos e que proclamam a inviabilidade da jornada integral por falta de verbas.
  3. Dia sim, outro também, lemos, ouvimos e vemos na mídia crimes e mais crimes de adultos - inclusive de corrupção - uns mais, outros menos transformados em armas políticas, que ficam solenemente impunes ou apodrecerem nos desvãos do Judiciário. Que pensar dos R$ 600 bilhões sonegados em 2014? Com menos de 20% deles todas as escolas públicas poderiam estar mantendo os adolescentes em idade certa oito horas por dia - o suficiente para reduzir drasticamente a criminalidade juvenil. Que pensar da receita total de R$ 500 milhões (atenção: milhões, não bilhões) do Imposto Territorial Rural em 2014, que resulta no recorde mundial de “leveza tributária”: média de UM REAL POR HECTARE/ANO? É ou não oficializar a expulsão dos alunos do campo?
  4. Tudo a estranhar, no PNE, a meta 05, que passa a considerar como idade certa para a alfabetização das crianças os oito anos de idade. Nessa toada, a brincadeira passou dos limites. Está-se oficializando a “defasagem idade-série”, com argumentos que só valem para os filhos dos outros. Porque a conversa entre os ricos é comemorar que seus meninos e meninas já leem e escrevem desde os cinco anos. Para quem se alfabetiza só aos oito anos está se dando a punição em idade certa: primeiro, a evasão escolar e depois o sistema prisional dos adultos, verdadeira universidade do crime. Lugar de adolescente é na escola de jornada integral, não na escola do crime!
Publicado em Terça, 14 Abril 2015 15:24
(http://www.cnte.org.br)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Aberta inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

Escrito por 


Aberta inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente
Professores e estudantes do ensino básico com trabalhos feitos na sala de aula sobre saúde e meio ambiente podem participar da sétima edição Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA). Organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abraco), a iniciativa é um projeto educativo da instituição e as inscrições vão até 31 de julho. A premiação nacional será realizada na Fiocruz, Rio de Janeiro, prevista para novembro.
Criado em 2001, a Olimpíada tem abrangência nacional. Esses trabalhos são analisados por comissões regionais, que escolhem aqueles que mais de se destacam em todo o País para serem premiados e divulgados. A iniciativa contempla os trabalhos realizados por alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio – incluindo os ensinos profissionalizante e de jovens e adultos (EJA). As modalidades são: produção audiovisual, produção de texto e projeto de ciências.
A Olimpíada procura colaborar com ações de melhorias de saúde e meio ambiente e aproximar o conhecimento científico ao dia a dia das atividades pedagógicas de professores e escolas. Dessa forma, o prêmio pretende incentivar a realização de atividades interdisciplinares relacionadas à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida, nas escolas brasileiras de educação básica e conhecer, valorizar e divulgar essas atividades.

Informações no site www.olimpiada.fiocruz.br
http://www.setor3.com.br

domingo, 27 de abril de 2014

Professora receberá horas extras por período de recreio

Uma professora de Curitiba (PR) receberá da Sociedade Educacional Expoente S/C Ltda. (em recuperação judicial) pagamento de horas extras pelo período referente ao recreio. A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu que esse tempo deve ser considerado como de efetivo serviço. Na ação que ajuizou contra o grupo educacional, a professora alegou que ficava à disposição dos alunos ou dos superiores durante o período de intervalo entre as aulas.


Para o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, relator do recurso de revista, "o intervalo, nacionalmente conhecido como recreio, não pode ser contado como interrupção de jornada, tendo em vista que, pelo curto período de tempo, impede que o professor se dedique a outros afazeres fora do ambiente de trabalho". Ele esclareceu que, como o professor fica à disposição do empregador, o período deve ser considerado como de efetivo serviço, nos termos do artigo 4º da CLT.

Anteriormente, o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) concluíra que o período não podia ser computado na jornada de trabalho, pois a professora poderia usufruir dele como bem lhe conviesse. Admitida pela Organização Educacional Expoente Ltda., ela trabalhou mais de dois anos por meio de contratos com várias instituições do grupo e foi dispensada da última escola em dezembro de 2008. Depois da decisão do TRT, a professora recorreu ao TST.

Ao examinar o recurso, a Sétima Turma do TST reformou o acórdão regional, por violação ao artigo 4º da CLT, e determinou o cômputo do período de recreio como tempo efetivo de serviço.

(Lourdes Tavares/CF)

Processo: ARR-3597500-24.2009.5.09.0015 - Fase Atual: ED


O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).


FONTE:
Secretaria de Comunicação Social
Tribunal Superior do Trabalho
Tel. (61) 3043-4907
imprensa@tst.jus.br

sábado, 29 de junho de 2013

Inscrições para mestrado em matemática vão até 5 de julho

Professores de matemática das redes públicas de educação básica, com curso de graduação, podem concorrer a 1.570 vagas do programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), oferecido pelo governo federal. A quarta edição do exame recebe inscrições até 5 de julho, pela internet. As provas serão aplicadas em 31 de agosto próximo, e o curso começa em março de 2014.
De acordo com o presidente do conselho gestor do Profmat, Marcelo Viana, o mestrado, com duração de 24 meses, prevê três períodos letivos por ano. Um de quatro meses, seguido de intervalo, e outro de mais quatro meses, além de um intensivo nas férias de verão. O formato, explica o coordenador, visa a facilitar a vida dos educadores, uma vez que 80% dos mestrandos combinam o exercício da atividade docente com a pós-graduação.
Na seleção deste ano, participam 59 instituições de educação superior federais e estaduais das cinco regiões do país que integram a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Viana explica que 80% das vagas são reservadas a professores das redes públicas e 20% a educadores das redes particulares, recém-formados e licenciados de outras áreas do conhecimento. Professores em exercício no sistema público da educação básica podem pedir bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. A bolsa de mestrado para formação no Brasil é de R$ 1,5 mil por mês.
Exame — Ao fazer a inscrição, o candidato a vaga deve informar dados pessoais, da formação acadêmica e da atuação profissional e selecionar a instituição de educação superior e o polo nos quais pretende realizar o exame e fazer o mestrado. Conforme o edital, a prova, presencial, será aplicada no polo em que o candidato fizer a inscrição. Ela consta de 40 questões de múltipla escolha e avalia o domínio de conhecimentos numéricos, geométricos, de estatística e probabilidade, algébricos e algébrico-geométricos. O edital detalha o conteúdo a ser cobrado, as instituições de educação superior e os polos.
Como o mestrado profissional é totalmente gratuito, o educador assume o compromisso de continuar na rede pública na qual trabalha por cinco anos após a certificação.
Aproveitamento — Na avaliação do presidente do conselho gestor do programa, nas três primeiras edições do mestrado, o aproveitamento dos cursistas esteve na faixa de 70%. “É um índice de sucesso em qualquer programa, especialmente neste, no qual os educadores trabalham e estudam, inclusive nas férias”, diz. Da primeira turma, que ingressou em 2011, 405 foram certificados. Outros 500 estão terminando os últimos trabalhos. Estes, segundo Marcelo Viana, receberão o certificado em agosto próximo.
O presidente do conselho explica que os ingressos anuais no mestrado profissional a distância vão continuar porque o número de educadores em salas de aula sem pós-graduação ainda é muito alto. Ele estima que o país tenha 400 mil professores de matemática nas redes pública e particular. Destes, 30% nem sequer têm a graduação. A cada ano, a seleção recebe cerca de 20 mil inscrições.
A ficha de inscrição, o edital e o calendário do exame estão disponíveis na página do Profmat na internet.
Autor: MEC
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18850:inscricoes-para-mestrado-em-matematica-vao-ate-5-de-julho-&catid=210&Itemid=86

Entidades comemoram decisão da Câmara sobre os royalties para a educação

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Aprovada na madrugada de hoje (26) pela Câmara dos Deputados, a destinação dos royalties do petróleo para educação e saúde foi comemorada por estudantes, movimentos sociais e governo. Especialistas do setor de petróleo e gás, no entanto, veem a aprovação, que ainda precisa ser confirmada pelo Senado, com cautela. Já para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede composta por mais de 200 organizações em todo o Brasil, a conquista é importante, mas insuficiente.
“Foi dado mais um passo. Um passo tão importante quanto todos os anteriores. Nada ainda está resolvido, mas caminhamos. E se é verdade que a estrada é longa, pois exigimos a universalização do direito à educação pública de qualidade para todos e todas, a disposição de percorrê-la, enfrentando todo e qualquer obstáculo, é ainda maior”, diz o movimento, por meio de nota.
As organizações agora pedem a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que defendem ser o “verdadeiro pacto pela educação pública”, proposto pela presidenta Dilma Rousseff em resposta às manifestações que ocorrem em todo o país. O PNE estabelece metas para serem cumpridas no setor até 2020, como a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para educação, e que atualmente está em tramitação no Congresso Nacional.
A destinação dos recursos dos royalties foi aprovada na forma de substitutivo ao Projeto de Lei 323/07. Ele destina 75% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação pública, com prioridade para a educação básica, e 25% para a saúde. O governo queria que todos os recursos fossem destinados à educação.
De acordo com o relatório do substitutivo, serão garantidos R$ 295 bilhões à saúde e à educação até 2022. Antes, segundo o texto, com o projeto encaminhado pela presidenta Dilma Rousseff, seria destinado à educação somente R$ 25,8 bilhões em dez anos. Os números são uma projeção feita com base em números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje que o governo respeitará a decisão final do Congresso. “O governo é favorável a 100% dos royalties do petróleo [para a educação], mas evidentemente respeitaremos a decisão do Congresso”, comentou. Além disso, o ministro disse que o governo continuará debatendo o tema da destinação dos royalties do petróleo para a educação.
Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), “essa vitória é também uma reparação histórica, já que o Brasil nunca investiu seus recursos naturais em prol do povo, da soberania e do seu real desenvolvimento. Foi assim em diversos ciclos de riqueza que tivemos, como o pau-brasil, o café e o açúcar”.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) prometeu acompanhar a votação da proposta no Senado. “O movimento estudantil emplaca mais uma bandeira que promete mudar os rumos do Brasil, ao torná-lo um país que prioriza a educação. Para a Ubes, essa é uma vitória construída por várias gerações. Já confirmando presença no Senado Federal, Casa para onde o texto será encaminhado para votação”, diz a entidade.
Já o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, Omar Mourão, especialista em geopolítica, petróleo e gás, vê a aprovação com cautela. A aprovação, segundo ele, é positiva, pois é uma resposta ao movimento popular, impedindo que esses recursos possam ser usados de outra maneira. No entanto, pode gerar instabilidade no mercado por trazer preocupação às grandes operadoras e empresas estrangeiras interessadas em explorar o petróleo no Brasil. Ele diz que é possível que haja receio quanto à mudanças na obrigação das empresas.
Autor: EBC

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Professores da rede pública de todo o País podem participar e concorrer a uma viagem para a Tunísia

Neste dia, inscreva-se no Concurso Aprender e Ensinar
Inscreva-se



O período de inscrições do 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais foi prorrogado até o dia 26 de novembro. Promovido pela revista Fórum e a Fundação Banco do Brasil, o concurso já recebeu inscrições de educadores e professores de todo o Brasil. Com o prazo maior, a expectativa é que mais pessoas participem, ajudando a disseminar boas ideias na educação.

Podem participar professores da Educação Básica, vinculados à rede pública, institutos federais, escolas técnicas públicas e espaços não formais de educação, como EJA e ONGs. Ao se inscrever, todos ganham uma assinatura da revista Fórum até abril de 2013 e um livro sobre tecnologias sociais.

Para concorrer aos prêmios, o professor já inscrito deve efetuar a “Certificação”, que consiste em responder duas perguntas sobre a iniciativa desenvolvida ou que pretende realizar na escola. A partir das respostas serão selecionados 64 finalistas que ganharão um tablet e vão participar de seminário em Brasília, nos dias 22 e 23 de fevereiro de 2013. No evento serão anunciados os seis vencedores, que irão à Tunísia para participar do Fórum Social Mundial 2013, de 23 a 28 de março.
O concurso
Esta é a terceira edição do concurso que busca reconhecer, apoiar e disseminar o uso de tecnologias sociais na educação. O 1º Concurso Aprender e Ensinar foi realizado em 2008 e recebeu 2.640 inscrições de todo o Brasil. Os vencedores foram ao FSM de Belém (PA) em janeiro de 2009. Na segunda edição, em 2010, foram 3.075 inscritos, e os cinco educadores premiados viajaram a Dacar, no Senegal, em 2011.

Tecnologias sociais
Muitos professores já utilizam tecnologias sociais (TS) em suas aulas e nem imaginam. As TS são soluções simples e de baixo custo, desenvolvidas com o envolvimento dos alunos, professores e comunidade, como os pais e vizinhos da escola. Outro aspecto das TS é que elas buscam o desenvolvimento local com transformação social e podem ser reaplicadas em qualquer lugar. Entre as iniciativas premiadas nas edições anteriores estão a construção de um forno solar, uma horta de ervas medicinais feita pelos alunos, professores e comunidade, a criação de uma moeda verde para troca de materiais recicláveis e um programa de inclusão de crianças surdas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

domingo, 14 de outubro de 2012

Programa Nossas Crianças da Fundação Abrinq tem edital aberto


O “Nossas Crianças”, programa que repassa recursos para que organizações sociais ampliem o número de vagas, está com edital aberto para o processo seletivo 2013.
O programa realiza repasse financeiro, apoio técnico, mediação de doação de produtos e serviços. Mobiliza pessoas e empresas, desde 1993, para que adotem financeiramente crianças e adolescentes. Tudo isso para garantir atendimento de qualidade para crianças e adolescentes.
Em 2011, o programa atendeu diretamente mais de 5 mil crianças, e beneficiou indiretamente cerca de 61.647. A Rede Nossas Crianças conta com 166 organizações parceiras e 27 organizações sociais conveniadas. O programa atinge grande parte do Brasil, estando presente em 11 estados e Distrito Federal.
Clique aqui para conferir  na íntegra o edital para o Processo Seletivo 2013.
Mais informações no site da Fundação Abrinq.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Prêmio valoriza práticas pedagógicas bem-sucedidas

Até 25 de outubro, é possível se inscrever ao 6º Prêmio Professores do Brasil. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) tem como objetivo valorizar práticas pedagógicas bem-sucedidas, criativas e inovadoras desenvolvidas em escolas públicas do país, e que tenham sido eficientes no enfrentamento de situações-problema, considerando as diretrizes propostas no Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação.
A premiação tem uma categoria principal com tema livre que está subdivida em quatro áreas: Educação Infantil, anos iniciais do Ensino Fundamental, anos finais e Ensino Médio. Neste ano, foi criada uma categoria nova que irá premiar também projetos voltados à educação integral, ao ensino de ciências para os anos iniciais do fundamental, alfabetização nos anos iniciais e educação digital.
Serão selecionados quatro profissionais por categoria, que receberão R$ 7 mil cada, além de troféu e certificado. Para se inscrever e consultar o regulamento, acesse o site do 6º Prêmio Professores do Brasil.

Professores da rede pública podem se inscrever até 25 de outubro.o Brasil.

Fonte: Portal.aprendiz

Cearense é o primeiro surdo do país a ter mestrado em administração

Fábio teve nota máxima em exame de mestrado que cita inclusão de surdos.
Apenas 55 de 520 mil deficientes auditivos do Ceará cursam faculdade.

Fábio estuda em escola de ensino superior com ajuda de intéeprete (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Fábio estuda em escola de ensino superior com ajuda de intérprete
 (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Um cearense é o primeiro surdo a concluir um curso de mestrado em administração no Brasil, segundo a Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos. Fábio Benício teve nota máxima no exame de mestrado da Universidade de Fortaleza (Unifor) e agora vai tentar o doutorado. "O doutorado é o que busco, porque a gente precisa diminuir o preconceito", afirma Fábio.
No estudo, Fábio abordou sugestões a escolas de ensino superior para incluir pessoas com deficiências auditivas, visuais e físicas. Ele lembra que poucas pessoas com deficiência têm oportunidade de cursar escolas de nível superior.
Segundo o último do IBGE, em todo o Brasil 1.895 surdos cursam uma faculdade, e apenas 55 no Ceará. Ainda de acordo com o IBGE, no Ceará há cerca de 520 mil pessoas portadoras de deficiência auditiva. "É possível adaptar e incluir essas pessoas no sistema de educação, basta haver adaptação", diz o aluno.
Fábio Benício estuda em uma escola de nível superior com ajuda de intérpretes em língua brasileira dos sinais (libras). Uma lei federal exige que todas as faculdades disponham do intérprete, mas nem todas as escolas cumprem a lei, segundo o Ministério da Educação.
"Com pequenas mudanças você pratica inclusão social. Você pode abrir uma faculdade para essa comunidade que às vezes nem tem um lugar e desiste antes de tentar", diz Mônica Tassigny, diretora do curso de administração da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde Fábio Benício estuda.
A pedagoga e intérprete de libras Natália Almeida, que acompanhou o estudo de Fábio no mestrado, diz que teve muita dificuldade, mas que apoio os estudos do aluno. "É uma alegria bem especial essa questão dele ter sido aprovado. No início do trabalho com o Fábio, eu coloquei para ele: 'confie, apesar de todas as dificuldades, vou dar o melhor, você também. Você é competente e vai conseguir'", diz a pedagoga.

Fonte: Do G1 CE

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Projeto que limita número de alunos em sala de aula está na pauta da Comissão de Educação

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) se reúne na próxima semana e poderá votar o substitutivo ao projeto de lei que limita o número de alunos em sala de aula. A proposta (PLS 504/2011) é do senador Humberto Costa (PT-PE) e receberá decisão terminativa da comissão.
(Google Imagens)
De acordo com o projeto, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996), as turmas de pré-escola e dos primeiros dois anos do ensino fundamental não poderão exceder a 25 alunos. Já as classes das demais séries do ensino fundamental e as do ensino médio, determina o projeto, devem ter, no máximo, 35 alunos.
Substitutivo da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) acrescentou a possibilidade de a turma ultrapassar o limite estabelecido em até 20%. Para isso, é necessário que a sala de aula, na educação infantil, possua tamanho equivalente a um e meio metro quadrado por aluno, e nas turmas de ensino fundamental e médio, um metro quadrado por aluno.
Ao justificar a apresentação do projeto, o senador Humberto Costa ressaltou que a relação entre o número de alunos e professores é uma das causas da falta de qualidade da maioria das escolas. O autor observou que, mesmo em escolas privadas, que investem em insumos modernos de ensino, os resultados estão aquém dos de outros países.
A reunião da CE, cuja pauta inclui 15 itens, está marcada para terça-feira (16), às 11 horas, na sala 15 da ala Alexandre Costa.

Fonte: Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Concurso de Boas Práticas para a prevenção e erradicação do trabalho infantil ou para a proteção do trabalho formal adolescente na América Latina

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Inscrição.
 A aprendizagem por meio do intercâmbio de experiências com terceiros é uma estratégia que vem gerando excelentes resultados ao redor do mundo. Sistematizar essas experiências é uma tentativa de capitalizá-las com o intuito de ampliar seu alcance e poder de difusão. Ao democratizar essa informação, pretende-se contribuir com a geração de conhecimentos sobre o que resulta mais eficaz no combate ao trabalho infantil e na proteção do trabalho adolescente permitido.
Diversas instituições e organizações sociais vêm desenvolvendo ações para combater o trabalho infantil e proteger o trabalho formal adolescente que, em menor ou maior magnitude, estão presentes em todos os países da região latino-americana. Entretanto, nem sempre conseguem transcender o âmbito local e compartilhar suas experiências e aprendizados com outras organizações e países, o que contribui na consciência do resto da sociedade sobre o impacto de eliminar o trabalho infantil e proteger o trabalho formal adolescente.
Em um esforço conjunto para identificar, valorizar e difundir Boas Práticas, a Fundação Telefônica e a OIT convocam este concurso, que pretende divulgar as experiencias e resultados positivos de organizações, que possam ser desenvolvidos, em parte ou em sua totalidade, por outras organizações e países.

O Concurso de Boas Práticas

Qualquer organização que tenha tido uma experiência para a prevenção e erradicação do trabalho infantil ou para a proteção do trabalho formal adolescente na América Latina poderá se inscrever no Concurso de Boas Práticas. Para inscrever-se será necessário preencher dois formulários, um com os dados da organização, e outro com informações sobre a experiência apresentada.
O Comitê de Avaliação será formado por 2 integrantes da Fundação Telefônica, 2 representantes da OIT e 1 representante da Rede LACTI que, em reunião, escolherão as 10 experiências finalistas do Concurso que serão reconhecidas como Boas Práticas da OIT. Os e as internautas poderão fazer parte do Juri Popular que entre tais 10 Boas Práticas escolherão 5 para serem apresentadas no IV Encontro Internacional Contra o Trabalho Infantil no Brasil.

Premiação

As experiências finalistas serão publicadas na Rede LACTI e na plataforma do IV Encontro Internacional Contra o Trabalho Infantil, e serão reconhecidas pela OIT como uma Boa Prática na prevenção e erradicação do trabalho infantil na América Latina.
As 5 experiências mais votadas serão publicadas na Rede LACTI e na plataforma do IV Encontro Internacional Contra o Trabalho Infantil e seus representantes serão convidados a apresentá-las na 4ª etapa do IV Encontro Internacional de Combate ao Trabalho Infantil, que acontecerá em junho de 2013, no Brasil.

Quais são as etapas do concurso?

Apresentação do projeto de Boas Práticas: 07 de junho de 2012, durante a primeira etapa presencial do IV Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil, realizada no Equador.
Período de inscrições: de 17 de setembro a 16 de dezembro de 2012.
Apresentação das Boas Práticas já reconhecidas pela OIT: 02 de outubro de 2012, durante segunda etapa presencial do IV Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil, que será realizada no Panamá.
Triagem das experiências: de 19 de novembro a 21 de dezembro de 2012.
Período de confirmação das informações das experiências selecionadas: janeiro de 2013.
Envio das experiências semifinalistas ao Comitê de Seleção: 28 de janeiro de 2013.
Avaliação pelo Comitê de Seleção: 28 de fevereiro de 2013 (dia da reunião do Comitê).
Apresentação das 10 experiências finalistas: 11 de março de 2013, durante a terceira etapa presencial do IV Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil, que será realizada no México.
Período de votação online: 11 de março a 05 de maio de 2013.
Divulgação das experiências ganhadoras: 06 de maio de 2013.
Apresentação das experiências ganhadoras e recepção dos vencedores: junho de 2013, durante a quarta etapa presencial do IV Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil, que será realizada no México.
 INSCRIÇÃO
Para se inscrever no Concurso, é necessário preencher dois formulários por projeto: um com dados institucionais, que comprove a existência e vigência da organização responsável pela experiência; e outro com a sistematização da experiência.
Preencha todos os campos e no caso de dúvidas entre em contato conosco.
É necessário ler e aceitar o regulamento do concurso para poder participar. Clique aqui para ler o regulamento antes de se inscrever.
Clique aqui para se inscrever no Concurso de Boas Práticas.

Você também pode enviar seu formulário de inscrição por e-mail para o endereço concursobp@redlacti.org. Para baixar o formulario em documento word, clique aqui.
Os interessados com menos de 18 anos que quiserem participar do Concurso de Boas Práticas deverão encaminhar uma autorização de sua mãe/pai ou tutor legal ao e-mail concursobp@redlacti.org, É necessária a leitura e aceite do regulamento do concurso por parte da pessoa que assine a autorização. Clique aqui para baixar o documento de autorização de participação

Fonte: Rede contra o trabalho infantil

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fluxo escolar é um dos principais desafios da Educação na próxima década.

A conclusão faz parte do relatório De Olho nas Metas 2011, do Todos Pela Educação

Fluxo escolar é um dos principais desafios da Educação na próxima década
Divulgação/TPE
 
O Brasil pode não atingir as metas de conclusão do Ensino Fundamental e Médio até 2022, caso não resolva o problema do atraso escolar, causado principalmente pelo ingresso tardio, pela repetência e pelo abandono. A conclusão integra o relatório De Olho nas Metas 2011, lançado nesta terça-feira (7) pelo Todos Pela Educação.

Da Redação do Todos Pela Educação
Baixe aqui a íntegra do De Olho nas Metas 2011




As 5 Bandeiras - TODOS PELA EDUCAÇÃO

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Em dezembro de 2010, o Todos Pela Educação anunciou 5 Bandeiras para os próximos anos. Elas tratam de assuntos que o movimento entende como prioritários para que o Brasil alcance melhoras impactantes na qualidade da Educação.

As Bandeiras surgiram da necessidade de o movimento defender políticas que possibilitem a aceleração do cumprimento das metas estabelecidas desde seu início. Isso porque o Todos Pela Educação concluiu que, apesar dos muitos avanços ocorridos desde 2006, ainda há muito a ser feito para garantir a todos os brasileiros o direito a uma Educação de qualidade.


São elas:

Formação e carreira do professor
De acordo com dados do Censo Escolar 2010, 13% dos professores do Ensino Médio do Brasil não têm formação adequada. Esse é apenas um dos gargalos relacionados ao magistério no Brasil. Outro é a baixa remuneração: o professor recebe 40% menos do que a média de outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade, segundo o MEC. 
 
Diante desse cenário, o Todos Pela Educação defende uma formação adequada e sólida ao professor, que equilibre prática e teoria e que vise a garantia da aprendizagem do aluno, assim como uma carreira atraente, com salário equiparado às demais profissões e com plano de carreira estimulante. Para o movimento, esses são pontos-chaves para impactar de forma positiva o bom desempenho do profissional em sala de aula e, consequentemente, para ampliar a oferta da Educação de qualidade.
 
Definição das expectativas de aprendizagem
 
Embora o país conte com a chamada Prova Brasil, com o Índice Brasileiro da Educação Básica (Ideb) e com metas para as redes e as escolas, ainda não foram definidas as expectativas de aprendizagem ou o direito de aprender dos alunos por série ou por ciclo. Ou seja, os exames acabam cobrando algo que nunca foi estabelecido pelo estado nem alinhado previamente com as escolas.
 
Faz-se urgente, portanto, elaborar e adotar essas expectativas, para que as redes, as escolas e os professores saibam a que objetivos pedagógicos precisam responder.
 
Uso relevante das avaliações externas na gestão educacional
 
Nos âmbitos federal, estadual e municipal, as avaliações externas foram implementadas e aplicadas no diagnóstico dos sistemas de ensino. A prática já está bem difundida na sociedade brasileira, mas falta ainda fortalecer o papel das avaliações, dando um passo além da simples sinalização do nível de qualidade da Educação.
 
Por isso, o Todos Pela Educação trabalha para que os resultados das provas sejam utilizados de forma a corrigir os rumos do que não está dando certo dentro da sala de aula e na gestão educacional. Isso significa que os resultados dos exames devem fornecer informações a fim de que professores aprimorem sua prática pedagógica e os gestores elaborem melhores políticas públicas. As avaliações devem servir para orientar as rotas da garantia do direito à Educação de qualidade para todos, redirecionando caminhos e combatendo as desigualdades reveladas. Não podem constituir um mero instrumento de punição.
 
Aperfeiçoamento da gestão e da governança da Educação
 
O Todos pela Educação vê como fundamental a efetivação de um regime de colaboração entre os entes federados, com normas que regulamentem as responsabilidades dos municípios, dos estados e da União. De acordo com a Undime, sem um regime efetivo, é inviável que grande parcela dos municípios atinja qualquer meta estabelecida.
 
Em relação à governança, o país precisa investir na aprovação e na efetivação do Plano Nacional de Educação, principal diretriz para as políticas educacionais, com metas e submetas viáveis para uma década.
 
Fazem parte também dessa bandeira a mobilização e a articulação para que se aprove em nível nacional uma Lei de Responsabilidade Educacional. Ela deve estimular e incentivar o comprometimento dos governantes com o resultado do desempenho dos alunos.
 
Ampliação da exposição dos alunos à aprendizagem
 
No Brasil, a exposição à aprendizagem ainda é muito baixa, uma vez que a jornada mínima diária obrigatória nas escolas é de apenas quatro horas. Na prática, o tempo de exposição efetivo é ainda menor, se forem levados em conta fatores como: o envolvimento de docentes em atividades burocráticas, a ausência de professores, o uso de tempo do educador no combate à indisciplina ou mesmo a falta de infraestrutura de algumas salas de aula.
 
Assim, o Todos Pela Educação acredita que é prioritário o cumprimento efetivo das quatro horas diárias obrigatórias e o aumento da exposição, associado à melhora das condições de aprendizagem e do funcionamento das escolas. Também se faz necessário colocar em prática a Educação integral nas áreas mais vulneráveis do país, como o campo e a periferia das metrópoles urbanas, a fim de equalizar as oportunidades educacionais.

MEC lança pacto para alfabetizar aos 8 anos

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Municípios que apoiam proposta terão material didático e cursos de formação
Com quantos anos uma criança precisa saber ler e escrever? O Ministério da Educação lançará no mês que vem o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que estabelece que todos devem estar alfabetizados ao fim do 3.º ano do ensino fundamental, aos 8 anos de idade. É o que prevê, também, a meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso.
No País todo, 5.182 municípios (93,2% do total) aderiram ao pacto e receberão material didático e cursos de formação docente.
Uma notícia a ser comemorada? Em parte, afirmam os especialistas. O compromisso com a alfabetização é importante e é preciso, de fato, que o País se responsabilize por isso. A questão a ser discutida, questionam, é a idade estipulada para que esse processo se concretize.
“Oito anos é muito tarde. O País já paga muito caro pelo histórico de falta de atenção à educação. Então, se a ideia é mudar isso, temos de centrar esforços e apostar em metas mais ousadas”, afirma Izolda Cela de Arruda Coelho, secretária de Educação do Ceará.
Por lá, os avanços dos anos iniciais fizeram o Estado referência em alfabetização. O programa do MEC, inclusive, foi inspirado no que é desenvolvido pela rede cearense desde 2007 (mais informações nesta página). “Recebemos a visita do ministério, porque pediram nossa participação. Minha discordância manifesta é em relação à idade”, completa Izolda.
Pode parecer detalhe, mas, nesse caso, um ano a mais faz diferença no direito dessa criança de se apropriar das coisas à sua volta, afirma o neurocientista Ivan Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Prejuízo intelectual não causa, porque sempre se pode alfabetizar depois. Mas a criança perde espaço para participar do mundo.”
Para ele, essa alfabetização tardia é uma questão cultural e mudar esse paradigma exige que as políticas públicas considerem, além do olhar dos pedagogos, a visão de outros cientistas. “Não dá para trabalhar isolado. O cérebro é uma questão da neurociência. Aos 3 anos, a criança já tem condições de dominar e usar a linguagem. Aos 6, já pode estar alfabetizado.”
O presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Araujo e Oliveira, explica que 6 anos é a idade em que se alfabetiza na maior parte dos países que têm um idioma com complexidade parecida à da língua portuguesa, considerada semitransparente, isto é, que tem razoável correspondência entre grafema e fonema.
Há línguas transparentes em que a correspondência é mais regular – como o italiano e o finlandês – e idiomas opacos, nos quais há muitas irregularidades entre a forma que se fala e a maneira que se escreve, como o inglês. Nesses idiomas, o processo seria mais demorado.
“Considerando que a escolarização tem começado aos 4 anos, não dá para conceber que se leve outros quatro para que essa criança leia e escreva”, diz Araujo e Oliveira.
A prova da possibilidade dessa alfabetização, resume a consultora educacional Ilona Becskeházy, são as escolas privadas. “Se o aluno do colégio particular aprende a ler e a escrever no primeiro ano, por que a expectativa para quem depende da rede pública é maior?”
Ponderações. Apesar da capacidade neurológica das crianças, trabalhar com idade limite inferior aos 8 anos é utopia, pondera Priscila Fonseca da Cruz, diretora executiva da ONG Todos pela Educação. “Uma meta precisa ser desafiadora, mas factível. É claro que há muitos que lerão aos 6 e aos 7 anos, mas se conseguirmos uma régua que garanta que ninguém chegue aos 9 analfabeto, já é um bom início.”
Ela lembra que a Prova ABC – aplicada a cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do País – mostrou que só metade dos estudantes estava plenamente alfabetizada aos 8 anos.
É preciso, ainda, considerar que pelo menos 20% das crianças brasileiras também não têm acesso à educação infantil e chegam menos prontas ao ensino fundamental. “Infelizmente o Brasil é desigual e o princípio da razoabilidade precisa estar presente”, acrescenta Priscila.
O secretário de Educação Básica do MEC, Cesar Callegari, também contesta a visão de que se deveria baixar para os 6 anos a idade de alfabetização. “O que estamos propondo não se trata, de forma alguma, de esticar um prazo. Nossas crianças vêm de várias origens e a escola procura minimizar essa desigualdade”, diz.
Durante o ciclo de aprendizagem, que engloba os três primeiros anos escolares, alguns alunos se desenvolverão antes que outros. “Só devemos assegurar que todos, sem exceção, terminem essa fase alfabetizados. Isso não é afrouxar o trabalho, é respeitar que as crianças têm ritmos de desenvolvimento diferentes.” Callegari acrescenta: “O que vamos medir ao fim dos 8 anos não é a pura decodificação e a leitura automática. É algo mais complexo que, até mesmo nas escolas particulares, se consegue apenas nessa idade.”

Autor: Estado de S. Paulo

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,mec-lanca-pacto-para–alfabetizar-aos-8-anos-,934868,0.htm